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Quantas flexões deve fazer por idade

Três pessoas de diferentes idades fazem flexões num chão de madeira junto a janelas grandes.

As flexões tornaram-se uma referência simples para avaliar força porque envolvem, ao mesmo tempo, peito, braços, ombros e abdómen. Ainda assim, o número “certo” varia consoante a idade, a rotina de treino, o peso corporal, a técnica e até o historial de lesões. Por isso, os intervalos abaixo servem como guia geral - não como uma exigência rígida para toda a gente.

Por que as flexões são usadas como teste de condicionamento?

A flexão é prática: não depende de equipamento e mostra até que ponto o corpo consegue gerir o próprio peso. Quando é executada de forma correcta, ajuda a perceber a força dos membros superiores, a estabilidade do tronco e a resistência muscular.

O ponto fraco é que muitas pessoas contam repetições sem confirmar a execução. Uma flexão “curta”, com a anca a cair ou com excesso de carga nos ombros, não tem o mesmo valor de referência que uma repetição completa, controlada e bem alinhada.

Quantas flexões são esperadas em cada idade?

Os valores seguintes funcionam como uma média aproximada para adultos saudáveis que já conseguem fazer o movimento no chão. Quem está a começar pode optar por versões inclinadas (por exemplo, numa bancada firme) ou com os joelhos apoiados antes de tentar atingir estes números.

  • 20 a 29 anos: cerca de 20 a 30 flexões bem feitas indicam boa resistência.
  • 30 a 39 anos: entre 15 e 25 repetições costuma ser uma boa meta.
  • 40 a 49 anos: de 10 a 20 flexões já mostram bom controlo corporal.
  • 50 a 59 anos: entre 8 e 15 repetições pode ser uma referência realista.
  • 60 a 70 anos: de 5 a 10 flexões, adaptadas se necessário, já representam um bom ponto de partida.

Como fazer a flexão sem sobrecarregar ombros e punhos?

Aqui, a qualidade do movimento conta mais do que a quantidade. Antes de tentar aumentar o número de repetições, é essencial manter o corpo alinhado, descer com controlo e “empurrar” o chão sem prender nem colapsar os ombros.

  • Técnica: mantenha cabeça, tronco e anca numa linha recta.
  • Apoie as mãos um pouco mais afastadas do que a largura dos ombros.
  • Desça até onde conseguir manter o controlo, sem deixar o corpo cair.
  • Contraia o abdómen para evitar que a zona lombar afunde.
  • Pare se sentir dor aguda nos punhos, ombros, cotovelos ou peito.

Quando adaptar o exercício é melhor do que insistir?

Adaptar não é sinal de fraqueza. Flexões na parede, numa bancada estável ou com os joelhos apoiados permitem desenvolver força com menor carga sobre as articulações. Isto é especialmente útil para iniciantes, para pessoas com mais de 50 anos ou para quem regressa ao treino depois de muito tempo parado.

A adaptação também faz sentido quando há dor nos ombros, punhos sensíveis ou dificuldade em manter o corpo alinhado. O objectivo deve ser progredir com segurança - não cumprir um número a qualquer custo.

Como evoluir com segurança ao longo das semanas?

Uma estratégia simples é treinar duas ou três vezes por semana, garantindo pelo menos um dia de descanso entre sessões. Comece com poucas repetições bem executadas, aumente gradualmente e registe a evolução sem comparar o seu desempenho com o de outras pessoas.

Se existir dor persistente, falta de ar fora do habitual, tonturas ou historial de problema cardíaco, a prática deve ser acompanhada por um profissional. As flexões podem ser um bom indicador de força, mas o melhor número é aquele que respeita a sua idade, a sua técnica e a sua condição física actual.

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