Há uma cremosidade aqui que não depende de natas, nem de queijo, nem de qualquer coisa pesada. Nasce da atenção: lume brando, mão constante e o instante exacto de parar. É assim que este ovo acontece.
No início, parece igual a tantos outros, sem grande expectativa. Depois, devagar, a textura transforma-se: fica mais fina, mais envolvente, até chegar a um ponto que não é nem líquido nem demasiado firme. É um meio-termo raro - e é aí que surpreende.
Ingredientes
- 3 ovos
- 1 colher de sopa de manteiga ou azeite
- 2 colheres de sopa de leite vegetal ou água
- Sal a gosto
- Pimenta a gosto
Opcional para finalizar:
- ervas frescas
- um fio de azeite
- levedura nutricional
- páprica
Modo de preparação
- Parta os ovos directamente para um tacho frio
- Junte a manteiga e leve a lume muito brando
- Comece a mexer devagar, sem interromper
- Assim que começar a ganhar consistência, adicione o líquido (leite vegetal ou água)
- Continue a mexer, sempre em lume brando, até obter uma textura cremosa e macia
- Retire do lume antes de secar por completo - o calor residual acaba de acertar o ponto
- No fim, rectifique o sal e a pimenta
O pormenor que muda tudo
Tire do lume por alguns segundos enquanto mexe, volte a colocar, mexa novamente - como se estivesse a regular a temperatura a cada momento.
Desta forma, o ovo não endurece de repente e ganha uma textura mais suave, quase a lembrar um creme.
Sem pressa
Quanto mais depressa tentar fazer, mais facilmente isto se torna um ovo mexido banal.
Aqui, o tempo também conta como ingrediente. O lume brando é a técnica. E o resultado está longe de ser básico.
Onde funciona melhor
- em cima de pão tostado
- com arroz simples ainda quente
- a acompanhar legumes salteados
- ou sozinho, quando só apetece algo bom sem complicar
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