A Azul Linhas Aéreas deu início às suas operações internacionais com o seu “mais novo” Airbus A330-200, um aparelho que chama a atenção por surgir com um esquema visual quase totalmente branco, exibindo apenas autocolantes com a identidade da companhia ao longo da fuselagem.
O avião em questão, com matrícula PR-AHC (MSN 1069), foi integrado na frota da Azul em 18 de junho de 2026, assinalando a chegada do primeiro Airbus A330 oriundo da American Airlines para a transportadora.
Primeiro voo internacional do PR-AHC
A estreia do PR-AHC em rotas internacionais aconteceu a 6 de julho, quando descolou do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, com destino a Fort Lauderdale, na Flórida. Poucos dias depois, o mesmo jacto também realizou um voo para Orlando.
Antes de entrar ao serviço da Azul, esta unidade tinha sido entregue inicialmente à US Airways, em novembro de 2009. Mais tarde, após a fusão, passou a operar na American Airlines, onde permaneceu activa até março de 2020.
Um A330-200 “semi-albino” para acelerar a entrada em serviço
O aspecto “semi-albino” é explicado pelo facto de o A330-200 ter sido entregue sem pintura definitiva. Para o colocar a voar mais depressa, a Azul optou por aplicar autocolantes com o nome e o logótipo da empresa na fuselagem, criando um visual pouco habitual face ao restante da frota. Esta solução permite acelerar a entrada em operação, evitando a espera associada ao processo de pintura.
Reforço da frota de longo curso da Azul Linhas Aéreas
O PR-AHC é o primeiro de cinco Airbus A330-200 provenientes da American Airlines que deverão reforçar a frota da Azul, numa fase particularmente sensível para a companhia, que tem enfrentado restrições na sua capacidade de voos de longo curso.
Neste momento, a frota intercontinental da Azul é composta por apenas cinco aeronaves: quatro A330-200 e um A330-900neo.
A falta de aviões de longo alcance tem afectado directamente a rede internacional da transportadora, que tem recorrido a aeronaves fretadas à EuroAtlantic Airways através de contratos ACMI para conseguir manter a sua programação.
À medida que os novos A330-200 forem a chegar de forma gradual, a expectativa é que a Azul diminua a dependência destes aparelhos arrendados, consolidando a sua operação internacional com uma frota própria mais sólida e actualizada.
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