A trepadeira com mais flores para manter num vaso na varanda é a dipladénia, também chamada mandevila (Mandevilla). Dá flores em forma de trombeta, desenvolve-se muito bem quando tem um apoio vertical e adapta-se melhor a recipientes do que trepadeiras demasiado pesadas. Com sol, um substrato bem drenante, podas discretas e orientação dos ramos, a planta deixa a varanda cheia de cor durante muitos meses, sobretudo em zonas de clima quente.
Por que a dipladénia é ideal para vaso na varanda?
A dipladénia é mais fácil de controlar do que a primavera, a sete-léguas ou a tumbérgia, que tendem a crescer demais para varandas pequenas. Sobe por treliças, arcos e grades sem criar troncos pesados, o que torna a manutenção em vaso muito mais simples.
Outro trunfo é o tempo de floração. Em locais quentes e com boa luminosidade, a mandevila pode florir durante grande parte do ano, com fases mais intensas na primavera e no verão. As flores surgem em tons de rosa, vermelho, branco ou amarelo, sempre com destaque sobre as folhas verdes e brilhantes.
Qual vaso e suporte usar para ela subir?
O vaso deve ser relativamente fundo, porque a dipladénia cria raízes vigorosas quando está em fase de crescimento activo. Um recipiente de 30 a 50 litros já permite conduzir a planta com mais segurança na varanda, desde que tenha os furos do fundo desimpedidos.
O suporte convém ficar montado desde o início, ainda no momento da plantação, antes de os ramos alongarem e se tornarem difíceis de organizar. As opções mais indicadas são:
- Treliça de madeira ou metal fixada atrás do vaso.
- Arco estreito para criar um efeito de moldura na parede.
- Grade da varanda, se apanhar sol e permitir amarrações suaves.
- Fios verticais firmes, bem ancorados e afastados da parede.
- Estaca central para plantas jovens, quando ainda têm poucos ramos.
Que substrato mantém a trepadeira florida?
O substrato para a dipladénia deve ser fértil, leve e com boa drenagem. A planta aprecia humidade regular, mas não tolera raízes encharcadas; por isso, uma terra muito compactada costuma diminuir a floração e provocar amarelecimento das folhas.
Uma mistura que funciona bem junta terra vegetal, composto orgânico bem curtido e um componente que aumente a drenagem, como areia grossa, perlita ou casca de arroz carbonizada. No fundo do vaso, uma camada de argila expandida ou brita ajuda a manter a saída de água livre.
Como podar e conduzir os galhos sem perder flores?
A poda da dipladénia deve ser moderada e feita com critério. Cortes muito drásticos no pico de floração removem ramos produtivos e atrasam a próxima vaga de botões. Ao longo do ano, o mais indicado é retirar pontas desalinhadas, folhas secas e rebentos fracos.
Para manter um aspecto denso sem “abafar” a planta, siga estes cuidados:
- Prenda os ramos novos com fita macia ou cordel folgado.
- Distribua os ramos em ziguezague na treliça, em vez de os levar apenas para cima.
- Elimine ramos que crescem para o interior e deixam a copa demasiado fechada.
- Faça uma poda de limpeza mais evidente no fim do inverno ou no início da primavera.
- Use luvas ao podar, porque a seiva leitosa pode irritar a pele.
Como criar um efeito florido em pouco espaço?
Numa varanda pequena, a dipladénia resulta melhor quando é conduzida na vertical, ocupando uma parede, um canto com sol ou a lateral de uma grade. O vaso deve ficar num local com várias horas de luz, mas resguardado de vento forte, que pode partir rebentos novos e fazer cair botões.
O efeito mais bonito aparece quando os ramos são guiados desde cedo, criando uma cortina leve de folhas e flores. Com rega sem excessos, adubação moderada para estimular a floração e um suporte bem colocado, a trepadeira cresce de forma compacta, vai cobrindo a estrutura aos poucos e transforma poucos centímetros de chão numa parede florida durante grande parte do ano.
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