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Carrapatos no jardim: como proteger pessoas, cães e gatos

Mulher a pentear cão golden retriever num jardim com acessórios de cuidado animal ao lado.

Os carrapatos no jardim podem representar um problema de saúde para pessoas e animais de estimação, sobretudo nas épocas mais quentes e húmidas. Estes parasitas tiram partido de relvados altos, recantos sombrios e zonas com muita matéria orgânica acumulada para se ocultarem e aguardarem por um hospedeiro. Por isso, o controlo deve começar muito antes de se encontrar o primeiro insecto na pele ou no pêlo dos animais, juntando cuidados com o espaço exterior, gestão da vegetação e protecção diária dos animais de companhia.

Como os carrapatos chegam e se instalam no jardim?

Na maioria dos casos, os carrapatos entram no jardim “à boleia” de cães, gatos, aves e pequenos mamíferos silvestres. Depois de se alimentarem de sangue, muitos acabam por se desprender e ficam na vegetação ou no solo, dando início a novos ciclos e multiplicando-se rapidamente quando encontram condições favoráveis.

Um jardim com relva alta, arbustos muito fechados e cantos húmidos oferece o abrigo, a sombra e a humidade ideais para este aracnídeo. Viver perto de áreas verdes, terrenos ao abandono ou faixas de mato aumenta a probabilidade de aparecimento, uma vez que existe maior circulação de hospedeiros que funcionam como “pontes” até ao quintal.

Veja um vídeo no canal do YouTube Horta do Ditinho sobre como aplicar repelentes naturais no quintal e reforçar barreiras físicas para manter pragas e insectos afastados da sua família:

https://www.youtube.com/watch?v=rX_jY8dK2aM

Quais cuidados ambientais ajudam a reduzir carrapatos no jardim?

Entre as acções mais eficazes no ambiente, manter o relvado bem aparado é uma das recomendações principais. Ao cortar a relva com regularidade, reduz-se a humidade junto ao chão e aumenta-se a exposição ao sol, tornando o espaço menos propício aos carrapatos e dificultando que cheguem a pessoas e animais.

A remoção de resíduos orgânicos também contribui para limitar o parasita. Para tornar a manutenção do quintal mais simples e consistente, compensa adoptar alguns hábitos práticos que diminuem esconderijos e humidade:

  • Apanhar folhas caídas com frequência, evitando que se acumulem no solo.
  • Deitar fora restos de poda num local adequado, afastado de crianças e animais.
  • Não deixar montes de lenha em contacto directo com o chão durante longos períodos.
  • Manter os canteiros ventilados, sem excesso de plantas demasiado juntas.

Como afastar animais que trazem carrapatos para o quintal?

A gestão da presença de animais silvestres integra a prevenção, sempre sem causar dano à fauna local. Roedores, gambás, ouriços, coelhos e algumas aves podem entrar no terreno à procura de alimento ou abrigo e, desse modo, introduzir carrapatos no jardim de forma repetida.

A ideia é reduzir a atractividade do espaço, cortando o acesso a comida e a locais de refúgio. No dia a dia, algumas medidas simples ajudam a diminuir a circulação destes visitantes indesejados:

  1. Guardar ração e alimentos em recipientes bem fechados, sem sobras expostas.
  2. Utilizar caixotes do lixo com tampa e manter os sacos bem atados, sobretudo durante a noite.
  3. Tapar frestas e buracos em muros, decks, sob escadas e em estruturas de madeira.
  4. Arrumar arrecadações e garagens, evitando pilhas de caixas no chão.

Como proteger cães e gatos dos carrapatos no jardim?

Mesmo quando o jardim está bem tratado, cães e gatos continuam a ser a principal via de entrada de carrapatos em casa. A prevenção deve ser contínua, recorrendo a coleiras antiparasitárias, comprimidos, sprays ou soluções em gotas aplicadas na pele, escolhidos com o médico-veterinário de acordo com a idade, o peso e a rotina do animal.

Para além dos produtos, a verificação manual após passeios é essencial para detectar parasitas ainda numa fase inicial. Inspeccionar orelhas, pescoço, axilas e entre os dedos, escovar o pêlo e lavar mantas e camas com regularidade ajuda a interromper o ciclo no quintal e reduz o risco de doenças transmitidas por estes aracnídeos.


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