Certas plantas e alguns recantos podem transformar, sem dar por isso, a sua propriedade num verdadeiro foco de carraças.
Quem tem uma casa com jardim imagina descanso, crianças a brincar e jantares ao ar livre - quase nunca pensa que, na relva e nos arbustos, podem estar à espreita pequenos parasitas que se alimentam de sangue. As carraças aproveitam qualquer canto húmido e abrigado como “base”. E quando há espécies de plantas que criam mais sombra e humidade, ou quando a manutenção fica para trás, o problema tende a agravar-se. Ainda assim, com pequenas alterações bem escolhidas, é possível reduzir muito o risco sem transformar o jardim num espaço só de pedra.
Porque é que as carraças adoram o nosso jardim
Não são apenas incómodas: riscos para a saúde
As carraças não são simples insectos inofensivos. Podem transmitir, entre outras doenças, a borreliose e a meningoencefalite do início do verão (FSME). Em ambos os casos, há risco de consequências graves e prolongadas.
Preferem a proximidade do solo e locais húmidos
Ao contrário do que muita gente acredita, não ficam à espera nas árvores; na maioria das situações, mantêm-se perto do chão: em relvas, arbustos e folhas caídas.
"As carraças precisam de três coisas: humidade, sombra e um animal ou uma pessoa que passe a roçar - muitos jardins oferecem exactamente esta mistura."
As situações de maior risco incluem:
- relva alta por cortar e ervas espontâneas
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